Depois de conversas intermináveis, remendos e tentativas de desatar os nós internos, ela lhe fez a pergunta que ele tanto temia, olharam-se com tanta intensidade, como se tentassem decifrar o que os passantes dali não enxergariam nunca; como se num piscar de olhos tudo fosse simples e passível de qualquer mudança; não deram nenhum passo, que era pra não demonstrar qualquer nervosismo ou cair numa ação impensável, por um segundo, o silêncio em volta não guardava sequer um segredo; ambos sabiam que dentro é como um buraco interminável.
E um simples gesto parecia suprir o que estaria posto como inacabado.
Balançou a cabeça num gesto de negação e a naquele mesmo instante, ele a deixou ali, naquela noite quase dia; caminhou cabisbaixo sem olhar para trás, porque olhar para trás era retroceder sem hesitação.
No dia seguinte, sabia que as noites frias caminhariam num solipsismo aceitável e que dele, surgiriam sentimentos genuínos, uma felicidade talvez.
dá o play!
Quando esse blog nasceu eu ainda estava na casa dos 20, era universitária, fanzineira, gostava de ler, escrever e beber gim. Aqui havia um template lindo, textos intensos e por hora idiotas, rimas ricas e pobres, uma leva de leitores fiéis e simpáticos, seus comentários assíduos é que deixavam essa bolha cheia. Agora, na casa dos 30, minhas sedes não são de gim, sou mestra, professora, leio teorias e tenho um novo par de olhos. Não crio expectativas quanto ao retorno. Não crie!
13.6.08
7.6.08
Carta para um amigo:
Caio, mais uma vez pauso o meu tempo pra escrever pra você, contar das coisas de cá, de como seguem os dias nessa cidade de muitos altos.
Bem sei que vivermos em busca de firmamentos e os meus ainda não os tenho por completo, pelo menos até então, mas os que tenho me instigam a cada x marcado no calendário; é óbvio que incertezas sempre me assustam, são obscuras e silenciosas, às vezes sonsas, mas fiz alguns acordos comigo mesma e um deles é pensar o ontem como passado aliviado, os dias caminham lentamente em concretudes sutis, como se tivessem me dado a planta de uma casa e cada tijolo posto, é um muro de apoio que vou visualizando, e apesar de tudo, “não arredei o pé das minhas convicções básicas”, aliás, não as deixo de lado, em momento algum, não mais! O momento agora é de cultivar um certo egocentrismo, de olhar para o próprio umbigo, conversar com os botões e cuidar da própria sombra. Por vezes cansa carregar certos tijolos, amontoar, acimentar, firmá-los... tenho tido paciência com a lentidão de algumas coisas, que você e eu, meu amigo, - apaixonados por astrologia - chamaríamos de intriga de Saturno ou resolução kármica, pois há determinadas situações que precisam que sejamos tolerantes e amigos do tempo e como você mesmo diz, “claro, o dia de amanhã cuidará do dia de amanhã e tudo chegará no tempo exato”.
Mas deixemos as reclamações melodramáticas de lado e falemos de coisas boas.
Belo Horizonte é uma cidade cheia de belezuras que faz a gente bater o pé e não querer sair dela. Há coisinhas bonitas feito cidadelas, interiores e uma urbanização tentando devorar tudo em volta, mas Belo Horizonte me parece persistente, que briga com o crescer globalizado de um jeito todo acanhado, manso e quieto. E nela encontramos na rua das sombras, o lugar certo pra descansar as nossas fúrias, colorir do nosso jeito e decorar do nosso gosto. Os quadros ficaram bonitos, a sala é tão ampla que dá até pra promover grandes eventos nela; o banheiro é grande e tem um box enorme que me faz pensar que estou tomando banho no banheiro do gigante do João do pé de feijão; temos um fogão novo para fazer café e cozinhar para os vizinhos da rua Dr. Jarbas Vidal... e agora somos três, um moço pra equilibrar os hormônios femininos da casa e levantar o dedo na hora de votar se no som toca Samba ou Radiohead. Há uma igreja aqui pertinho, onde o sino toca de hora em hora, um som um tanto melancólico mas muito bonito.
Depois de anos morando sozinha, é hora de reaprender a conviver com gente dentro de casa, respeitar o sono do outro, a privacidade e até os dias de mal-humor; é preciso se permitir viver novas situações e tentar tirar delas as melhores experiências possíveis.
Ah, meu amigo, recentemente consegui um emprego e recentemente saí do emprego, em uma livraria e editora, onde eu ficava arrodeada de livros fascinantes, trabalhando minha enorme compulsão por comprar livros e minha minúscula paciência com um trabalho de quase nove horas me impossibilitando de estudar para o tal mestrado, entre outras coisas; eu tinha cansaço e dores no corpo, a pele inflamada de tanto estresse, eu saía com os amigos e bem dizer dormia na mesa de bar, não de porre, mas de puro cansaço mesmo. Lembrei das suas cartas escritas de Estocolmo, e algumas coisas ditas nela me serviam de mantra, como, “acho que estou vivendo uma baita experiência: o orgulho e a vaidade que eu pudesse ter têm escorrido pelo ralo da pia, junto com a água e o detergente das panelas. No mínimo, é um tremendo exercício de humildade – e eu me sinto mais forte, mais humano”. Com o emprego ganhei um pingado de amigos lindos e um bom dinheiro, com o mesmo comprei algumas coisas para a casa nova, um tapete colorido, cabides e mais um amontoado de miudezas necessárias para o dia-a-dia, dei um banho na gata, pensando que se é pra mudar, façamos uma limpeza geral! Agora tudo bilha, tem cheiro de casa limpa; acendemos incensos quase todos os dias, para equilibrar as energias que carregamos de fora, dos outros, dos olhos gordos às vezes imperceptíveis. Ok Caio, eu tô sim cheia de cismas! Mais do que as de costume, mais do que as necessárias, mas quem não tem? Talvez eu precise de doses menos exageradas. E com isso, faço alguns exercícios pra relaxar algumas angústias, cismas e ansiedades. Trabalho a respiração antes de dormir e tenho caminhado no calçadão de uma avenida arborizada e movimentada, vejo pessoas bonitas, cultivo uma rotina que até possibilita que eu já comprimente um e outro que caminham na mesma hora, também o vigia da casa mineira, o rapaz da locadora, o mendigo que acende uma fogueira para se aquecer toda noite na esquina aqui de casa, a vendedora da padaria... e... é isso!
A rua Cardeal Stepinac - mais precisamente rua das sombras – agora acomoda um aglomerado de felicidade, outras impossíveis de descrever aqui. “E tudo por aqui, na verdade, vai bem. Pulo os poços, quando pintam - e como pintam! Mas não vou abrir mão de um pouco de alegria”.
beeeeela música. dá o play!
27.5.08
Entrevista Capricho
Filme: drama e arte
Banda: a da esquerda
Profissão: publiciOtária
Vício: SMSs e chocolates
Bebida: cerveja, vinho e leite
Música: forró, sertanejo e axé nunca!
Praia: pra pegar jacaré
Serra: pra beber vinho
Escritor: Caio Fernando Abreu
Escritora: Adriana Falcão
Fruta: caqui e sirigüela
Hora: cinco e meia da tarde
Apelido: lua, lu, luinha, dentre outros...
Família: os Cavalcantis
Comida: massas
Um cantor: wanderley andrade
Uma cantora: tati quebra barraco
Esportes: subo ladeiras
O melhor lugar: o apartamento da rua das sombras
Cidade: alguma que ainda não fui
Sorte: um dia quem sabe...
Cigarro: não, obrigada!
Filosofia: as de mesa de bar
Tecnologia: i love!
Língua: Français
Fantasias: sim! de freira
Ator: igor cigano
Atriz: mãe dinah
Verão: Óh meu Ceará!
Inverno: sempre bem vindo
Livros: os 300 da estante triangular
Um número: 6
Religião: kardecista
Sonho: sim! sempre que durmo
Sorvete: tapioca
Paixão: é sentimento de aprendiz
Tattos: sim! uma, por enquanto
Par perfeito: zezé de camargo e luciano
Piercing: no nariz! agendado para furar
Amizade: é família que se escolhe a dedo
Hobby: sudoku
Televisão: desligada!
Cor: azul
Odeio: abacaxi, carne mal passada e falácias
Signo: virgem
Ascendente: gêmeos
Viagem: para a paris de baudelaire
Planos: de saúde
Arrependimento: tudo é válido!
Animal de estimação: felinos
Saudade: é minha sina!
Amor: desaaaagua
Uma frase: né querendo agravar não, mas... Oooo besteira!
dá o play!
Filme: drama e arte
Banda: a da esquerda
Profissão: publiciOtária
Vício: SMSs e chocolates
Bebida: cerveja, vinho e leite
Música: forró, sertanejo e axé nunca!
Praia: pra pegar jacaré
Serra: pra beber vinho
Escritor: Caio Fernando Abreu
Escritora: Adriana Falcão
Fruta: caqui e sirigüela
Hora: cinco e meia da tarde
Apelido: lua, lu, luinha, dentre outros...
Família: os Cavalcantis
Comida: massas
Um cantor: wanderley andrade
Uma cantora: tati quebra barraco
Esportes: subo ladeiras
O melhor lugar: o apartamento da rua das sombras
Cidade: alguma que ainda não fui
Sorte: um dia quem sabe...
Cigarro: não, obrigada!
Filosofia: as de mesa de bar
Tecnologia: i love!
Língua: Français
Fantasias: sim! de freira
Ator: igor cigano
Atriz: mãe dinah
Verão: Óh meu Ceará!
Inverno: sempre bem vindo
Livros: os 300 da estante triangular
Um número: 6
Religião: kardecista
Sonho: sim! sempre que durmo
Sorvete: tapioca
Paixão: é sentimento de aprendiz
Tattos: sim! uma, por enquanto
Par perfeito: zezé de camargo e luciano
Piercing: no nariz! agendado para furar
Amizade: é família que se escolhe a dedo
Hobby: sudoku
Televisão: desligada!
Cor: azul
Odeio: abacaxi, carne mal passada e falácias
Signo: virgem
Ascendente: gêmeos
Viagem: para a paris de baudelaire
Planos: de saúde
Arrependimento: tudo é válido!
Animal de estimação: felinos
Saudade: é minha sina!
Amor: desaaaagua
Uma frase: né querendo agravar não, mas... Oooo besteira!
dá o play!
24.5.08
Ok, é hora da exposição.
O jurídico bateu o martelo e a rua de sombras agora é toda nossa!
Teremos um roommate novo que gosta de músicas boas e livros.
3 padarias nas proximidades; a feira; o epa e o povo da rua Dr. Jarbas Vidal. [Não poderíamos ter vizinhos melhores senão estraga!]
O casulo novo é grande e com direito a varandinha.
Nossa mais nova aquisição será primeiramente um fogão! Para que os livros de receitas não continuem sendo os únicos livros que não folheamos na casa.
Ontem fizemos cooper na avenida, calculamos distância e tempo.
Prometemos caminhar todos os dias e comer comidas mais leves, cervejas e pastéis de angu somente nos finais de semana.
Já escolhemos onde iremos pendurar os quadros, onde ficará a mesa, a estante com os 650 livros,
e... e... e...
agora tudo ganha forma e cores, além das que já existem!
\o/
dáaaaaaaaaaa o plaaaaaaaaay
O jurídico bateu o martelo e a rua de sombras agora é toda nossa!
Teremos um roommate novo que gosta de músicas boas e livros.
3 padarias nas proximidades; a feira; o epa e o povo da rua Dr. Jarbas Vidal. [Não poderíamos ter vizinhos melhores senão estraga!]
O casulo novo é grande e com direito a varandinha.
Nossa mais nova aquisição será primeiramente um fogão! Para que os livros de receitas não continuem sendo os únicos livros que não folheamos na casa.
Ontem fizemos cooper na avenida, calculamos distância e tempo.
Prometemos caminhar todos os dias e comer comidas mais leves, cervejas e pastéis de angu somente nos finais de semana.
Já escolhemos onde iremos pendurar os quadros, onde ficará a mesa, a estante com os 650 livros,
e... e... e...
agora tudo ganha forma e cores, além das que já existem!
\o/
dáaaaaaaaaaa o plaaaaaaaaay
21.5.08
Diálogos aperolados:
- Tu viu no you tube o vídeo da Miss Ceará?
- A mudinha? Vi sim!
- Ahf... a louca praticamente "escreveu" um livro em gestos. Muito engraçado!
- Pois é...
- E, tava aqui pensando... me diz uma coisa, se uma pessoa muda que só “fala” gesticulando quando ela tiver uma cãibra, ela é uma pessoa gaga?
- prfff...
--
- Tenho uma amiga que trabalha entrevistando putas!
- É? e como é isso?
- Ah... ela entrevista, faz perguntas da vida da puta, como ela começou a trabalhar em puteiros etc etc...
- Ah sim! Sabe que na esquina do prédio da minha ex-namorada era um ponto de putas?
Sério? Era. Elas passavam a madrugada falando putaria.
- É óbvio não é?
- E às vezes passavam uns play boys e xingavam elas bem alto. As putas ficavam putinhas da vida.
- É óbvio não é?
- Prfff...
[ô besteira!]
--
peripécias e divagações?
Subimos a serra de Caeté com uma garrafa de vinho na mão, a maçã do rosto ardendo de tanto frio, esperamos em uma fila enooorme para vermos a constelação e o tão charmoso Saturno, o maior planeta do sistema solar.
De lá, a cidade de um alto, com as luzes miúdas parecendo Natal.
Caeté de um lado, Belo horizonte do outro e um enorme telescópio pra mostrar o planeta de amarelo em degradês e anel bonito como se fosse sua proteção.
O guia vira e diz: “Saturno está rondando Touro, rondando Maio”.
E no meio de tantas oscilações, tudo pode ser justificável.
Saturno há de fazer qualquer um melhor. E tenho dito!
--
"Eles construíram os trilhos do trem nos alpes entre Viena e Veneza, antes de ter um trem que pudesse fazer a viagem. Mas eles construíram mesmo assim. Sabiam que um dia o trem chegaria"
dá o play
- Tu viu no you tube o vídeo da Miss Ceará?
- A mudinha? Vi sim!
- Ahf... a louca praticamente "escreveu" um livro em gestos. Muito engraçado!
- Pois é...
- E, tava aqui pensando... me diz uma coisa, se uma pessoa muda que só “fala” gesticulando quando ela tiver uma cãibra, ela é uma pessoa gaga?
- prfff...
--
- Tenho uma amiga que trabalha entrevistando putas!
- É? e como é isso?
- Ah... ela entrevista, faz perguntas da vida da puta, como ela começou a trabalhar em puteiros etc etc...
- Ah sim! Sabe que na esquina do prédio da minha ex-namorada era um ponto de putas?
Sério? Era. Elas passavam a madrugada falando putaria.
- É óbvio não é?
- E às vezes passavam uns play boys e xingavam elas bem alto. As putas ficavam putinhas da vida.
- É óbvio não é?
- Prfff...
[ô besteira!]
--
peripécias e divagações?
Subimos a serra de Caeté com uma garrafa de vinho na mão, a maçã do rosto ardendo de tanto frio, esperamos em uma fila enooorme para vermos a constelação e o tão charmoso Saturno, o maior planeta do sistema solar.
De lá, a cidade de um alto, com as luzes miúdas parecendo Natal.
Caeté de um lado, Belo horizonte do outro e um enorme telescópio pra mostrar o planeta de amarelo em degradês e anel bonito como se fosse sua proteção.
O guia vira e diz: “Saturno está rondando Touro, rondando Maio”.
E no meio de tantas oscilações, tudo pode ser justificável.
Saturno há de fazer qualquer um melhor. E tenho dito!
--
"Eles construíram os trilhos do trem nos alpes entre Viena e Veneza, antes de ter um trem que pudesse fazer a viagem. Mas eles construíram mesmo assim. Sabiam que um dia o trem chegaria"
dá o play
26.4.08
Quando decidiram morar juntos, era verão de um amarelo alaranjado intenso, e as noites seguiam com muitos copos de cerveja e brisa entrando pela janela. Qualquer coisa era motivo de comemoração.
Tudo era novidade e caminhava feito sentimento buliçoso; casa nova, os móveis, as comidas feitas com livros e mais livros de receita ao lado. Ele adorava fazer surpresas e as deixavam soltas pela sala, quarto, armários; havia bilhetes no espelho, poeminhas debaixo do prato na hora de servir o jantar; flores no banheiro, na varanda, na cozinha, revelando o sumo da escolha deles.
Mas já faz um tempo que ele não é mais o mesmo, senão, desde o último inverno; ele acordava tão cedo que a manhã ainda se arrastava na escuridão da madrugada, quando até mesmo os pássaros permaneciam adormecidos. E ela continuava na cama, era um ritual simples e incansável.
O cheiro de café entrava por debaixo da porta, junto com a luz do sol, num movimento e lentidão tão bonita, que parecia haver poesia nos degradês de cores que refletiam na vidraça da janela anunciando o dia.
Ele entrava em silêncio, cheio de trejeitos e enfiava as mãos - ainda quentes da caneca de café - por debaixo da coberta, esquentava os dedos dos pés dela com tanta delicadeza que mais parecia um sonho. Ela esticava o corpo cheio de preguiça, numa vontade não querer sair dali. Fazia isso diariamente porque gostava de vê-la espreguiçar.
Tomavam café juntos enrolados no edredom, falavam e planejavam o dia que seguiria nos ponteiros do relógio, tangível e apressado.
E levantavam já na ânsia de que a noite se deparassem novamente ali, debaixo do edredom.
Mas já faz um tempo que ele não é mais o mesmo, senão, desde o último inverno.
De lá pra cá o sol anuncia o dia na vidraça empoeirada, num movimento arrastado, vagaroso e ainda assim, singelo.
E ela observando ele, os trejeitos dele e toda a necessidade de preenchimento em volta; ele já não a olha como antes e quando olha, fita-a com um par de olhos pesados e melancólicos, há um vazio, um silêncio e uma ausência que o cobre debaixo do edredom, ainda num ritual simples, porém cansado.
ok, acho que já é bem a quinta vez que boto essa música como BG. dá o play!
Tudo era novidade e caminhava feito sentimento buliçoso; casa nova, os móveis, as comidas feitas com livros e mais livros de receita ao lado. Ele adorava fazer surpresas e as deixavam soltas pela sala, quarto, armários; havia bilhetes no espelho, poeminhas debaixo do prato na hora de servir o jantar; flores no banheiro, na varanda, na cozinha, revelando o sumo da escolha deles.
Mas já faz um tempo que ele não é mais o mesmo, senão, desde o último inverno; ele acordava tão cedo que a manhã ainda se arrastava na escuridão da madrugada, quando até mesmo os pássaros permaneciam adormecidos. E ela continuava na cama, era um ritual simples e incansável.
O cheiro de café entrava por debaixo da porta, junto com a luz do sol, num movimento e lentidão tão bonita, que parecia haver poesia nos degradês de cores que refletiam na vidraça da janela anunciando o dia.
Ele entrava em silêncio, cheio de trejeitos e enfiava as mãos - ainda quentes da caneca de café - por debaixo da coberta, esquentava os dedos dos pés dela com tanta delicadeza que mais parecia um sonho. Ela esticava o corpo cheio de preguiça, numa vontade não querer sair dali. Fazia isso diariamente porque gostava de vê-la espreguiçar.
Tomavam café juntos enrolados no edredom, falavam e planejavam o dia que seguiria nos ponteiros do relógio, tangível e apressado.
E levantavam já na ânsia de que a noite se deparassem novamente ali, debaixo do edredom.
Mas já faz um tempo que ele não é mais o mesmo, senão, desde o último inverno.
De lá pra cá o sol anuncia o dia na vidraça empoeirada, num movimento arrastado, vagaroso e ainda assim, singelo.
E ela observando ele, os trejeitos dele e toda a necessidade de preenchimento em volta; ele já não a olha como antes e quando olha, fita-a com um par de olhos pesados e melancólicos, há um vazio, um silêncio e uma ausência que o cobre debaixo do edredom, ainda num ritual simples, porém cansado.
ok, acho que já é bem a quinta vez que boto essa música como BG. dá o play!
19.4.08
saga em busca do tesouro perdido
sobe ladeira, desce ladeira e cheguei a conclusão que vou ganhar dinheiro compondo músicas para a massa.
depois de "pauliiiiinha, me diz o quê é que eu façooooo, pauliiiinhaaaaa..."
não há de ser difícil ganhar dinheiro assim.
é só segurar o tchan, amarrar o tchan e segura o tchan tchan tchan tchan tchan...
bem...
minha primeira grande criação foi a versão da música créu cantada pelo cebolinha:
Pla dançá o cléu tem que tê disposição
Pla dançá cléu tem que tê habilidade
Pois essa dança, ela não é mole não
Eu venho te falá, são cinco velocidades
A plimeira é devagazinho, só o aplendizado
Cléééééééééééééééu...
Se ligou? De novo!
Cléééééééééééééééu...
logo estarei em Paris, Toscana e com um apartamento enoooorme na Savassi, que caiba 5 residentes mineiros e 3 gatos.
e tenho dito!
sobe ladeira, desce ladeira e cheguei a conclusão que vou ganhar dinheiro compondo músicas para a massa.
depois de "pauliiiiinha, me diz o quê é que eu façooooo, pauliiiinhaaaaa..."
não há de ser difícil ganhar dinheiro assim.
é só segurar o tchan, amarrar o tchan e segura o tchan tchan tchan tchan tchan...
bem...
minha primeira grande criação foi a versão da música créu cantada pelo cebolinha:
Pla dançá o cléu tem que tê disposição
Pla dançá cléu tem que tê habilidade
Pois essa dança, ela não é mole não
Eu venho te falá, são cinco velocidades
A plimeira é devagazinho, só o aplendizado
Cléééééééééééééééu...
Se ligou? De novo!
Cléééééééééééééééu...
logo estarei em Paris, Toscana e com um apartamento enoooorme na Savassi, que caiba 5 residentes mineiros e 3 gatos.
e tenho dito!
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