25.3.08

"pode acreditar, eu agora sei voar.
e num pé de vento, você vai me ver passar,
pode acreditar."

19.3.08

na avenida de tantos contornos
fones no ouvido...
imagino seu podcast
e quase me apaixono!
senão, pela segunda vez.

particípio passado
se conjuga na cadência do tempo

dá o play

8.3.08

piada interna:

- já estudou?
- não!
- mas e aí?
- aí que amanhã eu estudo!
- é né? e se chover tu estuda tudo de uma só vez!


papo de bêbo:

- garçom, quero meia fritas.
- sim senhora!
...
- meia fritas é batata frita só pela metade é?
- é! ou então batata servida em meia.
- ou então... aaaaaaaaaahhhh... chega de besteira!


incansáveis veredas
desladrilha teus versos.
segue um caminho sem palavras proferidas,
umas curvas sem rimas,
uma prosa descompassada.

cerúleo matinal
no cimo, a moleira.
um céu desencadeia,
estio amanhecer.

--

a alma impõe eus épuros,
feito as cascas nietzscheanas.
com pouco discernimento,
arranco-te todas,
e mal te reconheço!

--

sob os ventos tépidos de verão.
tua imagem móbil se verga no meio dos bosques, e some diante das sombras das figueiras.
sinto cheiro aprazíveis de inverno e frêmitas alegrias.

--

felicidade é poder comprar 7 caquis com 1 real e 20 centavos!

sem músicas!
IN-previsões

saiu e deixou um bilhete escrito:

menino bonito dos olhos que lembram folhagens bem vivas,

a vida é demasiadamente um talharim.
quando não, um mistério.
e se merecido, um cortejo dos céus em que o tempo é quem guia.


dá o play!

1.3.08

carta para um amigo

Caio, são vinte e três e vinte de um sábado chuvoso.
Saturno, nosso tão tenebroso Saturno me trouxe para terras mineiras.
Aqui é tudo muito lindo!
A cidade foi desenhada de maneira que deixa doido todo e qualquer transeunte com um mapa na mão. Há uns triângulos desnecessários no meio das ruas; os transportes coletivos possuem numerações parecidas, o que já me fez cruzar um bairro e outro em cima de um all star. Mas há beleza em toda esquina, em todo ladrilho e árvores soltas no meio da vida urbana.
Meus pensamentos, saudades e desejos sobem ladeiras, numa falta de fôlego que dá taquicardia, não sei se de ociosidade ou de emoção de ver a cidade sempre de um alto.
Quando a noite chega faz lembrar dezembro. Belo Horizonte parece que vive um Natal constante em todas as noites; as casas iluminadas brilham de longe, deixando o peito da gente apertado de tanta boniteza.
Tenho me inspirado em você, na sua ida à Londres, Berlim, Paris...
Abdiquei de um mundo, de uma Fortaleza imensa em mim, pra deixar que esse Horizonte se expanda nesse um metro e meio. Mudei de vida, de endereço, luxos e pernas pro ar.
Subo ladeiras, caminho vinte e quatro horas por dia em busca de emprego.
É Caio, o novo assusta!
Temo a cada passo, mas cada passo me mostra um novo instante, um recomeço, uns breus que clareiam; a simplicidade deixa a gente mais humilde, mais humano, mais maduro.
Vez ou outra me sinto deslocada, mas respiro fundo e deixo que as energias me guiem, assim como você; nessas horas me prendo às crenças, à proteção das turmalinas negras e as boas transformações das ametistas, carrego uma pendurada num cordão feito por mãos acreanas, bem dizer no meio do peito, pra equilibrar o tum tum tum, e de repente tudo se clareia diante dos meus olhos.
Quase sinto você pertinho sussurrando no meu ouvido:
“Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.
Já não é tempo de desesperos. Refreias quase seguro as vontades impossíveis. Depois repetes, muitas vezes, como quem masca, ruminas uma frase escrita faz algum tempo. Qualquer coisa assim:
- ... mastiga a ameixa frouxa. Mastiga, mastiga, mastiga: inventa o gosto insípido na boca seca...”


E... é mais ou menos assim quando temo; fecho os olhos e crio novos gostos, cheiros e fotografias.
E cada descida de cada ladeira me faz querer subir outra e outra e outra, porque sempre acho que lá no alto é que mora a tal felicidade

e bem sei que é verdade!

Meu amigo, te beijo carinhosamente. Luana.

dá o play

29.2.08

meu desnorteio sobe ladeiras,
procura sombras e muitas sedes.

meu desnorteio vira saudade
entre quatro paredes.

meu desnorteio é felicidade
e felicidade tem a cor verde!

e viva as rimas pobres! dá o play!

22.2.08

bye bye!

O apartamento da Praia do Futuro já não tem mais a minha cara. Tá descaracterizado, sem cores, sem penduricalhos feitos por mão cratense.
Já não tem nem mesmo a forma pra assar as pizzas e receber pessoas lindas aqui.
Não tem o cheiro do cigarro da Mariana, nem o café passado pela Candice.
Não tem Beto futricando a unha do pé enquanto assistimos filme.
Nem a Gê pra me acordar cedo pra tomar café.
Mas tem lá da varandinha, o mar que às vezes tá azul escuro, às vezes um azul tão clarinho que briga com o azul do céu. Me peguei indo pra lá diversas vezes nessa semana, moro aqui tem 10 anos e quase nunca vou na varandinha pra olhar o mar...
E tá tudo tão vazio que já sinto que não pertenço mais a esse apartamento.
Pagarei excesso de boas lembranças que carrego.
Tem praticamente duas semanas que me despeço desses 10 anos, dos amigos mais lindos e momentos maravilhosos que guardo em mim.
A despedida oficial foi animadíssima! Com direito a eclipse lunar pra deixar a harmonia da festa melhor ainda. Agradeço todo o povo lindo que foi bater lá pra me dar aquele abraço apertado; guardei o choro, me camuflando, acreditando nos outros dias que passam até que chegue o domingo.
Ontem ganhei uma despedida mais que surpresa!
Tira Rita matutou um “jantar fora” e quando chego na casa dela para buscá-la, me deparo com amigos, muita comida gostosa e ainda, uma energia linda que me tomou e desandei num choro.
Obrigada! Foi linda a festa! E é na Almeida Prado que posso dizer que lá é que mora a minha família cearense. Não sei como agradecer. A festa foi realmente muito especial!
Hoje, sexta-feira tem jantar no restaurante que mais adoro da cidade. Lella vai ficar com inveja! É no Chez Patrick que vou me despedir de fato de algumas pessoas, outras ainda não. E do tomate com queijo de búfula.
Sábado é pra dançar! E domingo terá um mega almoço no aeroporto, a entrada custa 3 reais equivalente ao cartão do estacionamento; com direito a escolher se almoça no bobs, china, self service ou fica só olhando no relógio o tempo passar.
De noite eu me entrego para o abraço mineiro. Pra saudade da lella, do nosso cantinho que vai se tomar em estudos e alegrias. Pra concretizar a foto dos dedinhos caminhando na palma da mão.
É mês de Saturno mais perto. E ano de realizações pra todo mundo. É preciso aproveitar os sinais.
E posso dizer que venci Saturno!
E que se ele vem pra firmar os sentimentos de agora. Já sei que 2008 vai ser sim um ano deveras feliz!

Tá sendo!

[até uma próxima postagem, em terra mineira]

eis aqui, o meu presente virtual para vocês. dá o play!