saudade não escolhe estações,
cresce como o ipê da rua ao lado.
amarelo intenso.
dá o play na seta!
Quando esse blog nasceu eu ainda estava na casa dos 20, era universitária, fanzineira, gostava de ler, escrever e beber gim. Aqui havia um template lindo, textos intensos e por hora idiotas, rimas ricas e pobres, uma leva de leitores fiéis e simpáticos, seus comentários assíduos é que deixavam essa bolha cheia. Agora, na casa dos 30, minhas sedes não são de gim, sou mestra, professora, leio teorias e tenho um novo par de olhos. Não crio expectativas quanto ao retorno. Não crie!
27.9.09
16.9.09
10.8.09
5.7.09
se eu pudesse eu costurava o lugar onde te escondo;
escondia os meus defeitos num buraco ou qualquer canto,
e te amava sem o medo de perder esse encanto.
é tudo tão esparso, alargado feito um pranto.
aperta os meus dedos, que ardem de amor,
esperam o teu toque de quase brotar flor.
desgelo esse medo
que deságua sem pavor,
leva a poeira dos espaços
e qualquer possível dor.
preenche essa vácuo de puro desamor.
teu lugar é quase um mar
pra onde penso em fugir.
fecho os olhos para a noite
que ao teu lado pode ser fim.
gosto das rimas pobres. dá o play na seta!
escondia os meus defeitos num buraco ou qualquer canto,
e te amava sem o medo de perder esse encanto.
é tudo tão esparso, alargado feito um pranto.
aperta os meus dedos, que ardem de amor,
esperam o teu toque de quase brotar flor.
desgelo esse medo
que deságua sem pavor,
leva a poeira dos espaços
e qualquer possível dor.
preenche essa vácuo de puro desamor.
teu lugar é quase um mar
pra onde penso em fugir.
fecho os olhos para a noite
que ao teu lado pode ser fim.
gosto das rimas pobres. dá o play na seta!
3.6.09
Se olhava no espelho e dizia:
Há um breu dentro de mim!
Que esconde toda e qualquer possibilidade de experiências compartilhadas.
De falas soltas ao desconhecido,
Narrativas nunca contadas.
O breu de mim.
Onde eu me perco e me acho sem muita proeza.
Lá, nada é sublime e tudo é vastidão!
O que não há muito sentido é esquecido.
E quando nele encontro algo ainda de mim.
Retrocedo calado.
Sinto e contemplo-o junto a cidade,
Dialogamos da maneira mais silenciosa.
Até que torno-me hiato!
Um grande e poderoso hiato,
Maiúsculo e alargado
No breu perdido em mim.
dá o play na seta!
Há um breu dentro de mim!
Que esconde toda e qualquer possibilidade de experiências compartilhadas.
De falas soltas ao desconhecido,
Narrativas nunca contadas.
O breu de mim.
Onde eu me perco e me acho sem muita proeza.
Lá, nada é sublime e tudo é vastidão!
O que não há muito sentido é esquecido.
E quando nele encontro algo ainda de mim.
Retrocedo calado.
Sinto e contemplo-o junto a cidade,
Dialogamos da maneira mais silenciosa.
Até que torno-me hiato!
Um grande e poderoso hiato,
Maiúsculo e alargado
No breu perdido em mim.
dá o play na seta!
6.4.09

Chove muito lá fora.
Chuva de São José.
Desagua nos ladrilhos da rua mais bonita;
Leva os pós das janelas agora embranquecidas.
Leva as folhas secas do outono quente, como as esquecidas num livro velho.
Debruço-me, lavo os olhos com águas salgadas.
É bonito lá fora; tudo é mesmo muito bonito de fora.
Melancolia reprimida na gota que se esparrama ao chão.
Escorregam com peso, feito coisa com vida.
Desaguam, desaguam...
É chuva de São José.
E cada amanhã suportarei o próximo;
Os dias, as horas e a sombra inimiga do homem ao meu lado.
Chove muito lá fora.
E o fora parece mais límpido,
Quase remoçando.
Chuva de São José.
Desagua nos ladrilhos da rua mais bonita;
Leva os pós das janelas agora embranquecidas.
Leva as folhas secas do outono quente, como as esquecidas num livro velho.
Debruço-me, lavo os olhos com águas salgadas.
É bonito lá fora; tudo é mesmo muito bonito de fora.
Melancolia reprimida na gota que se esparrama ao chão.
Escorregam com peso, feito coisa com vida.
Desaguam, desaguam...
É chuva de São José.
E cada amanhã suportarei o próximo;
Os dias, as horas e a sombra inimiga do homem ao meu lado.
Chove muito lá fora.
E o fora parece mais límpido,
Quase remoçando.
dá o play na seta!
26.3.09
Deixou de lado o companheirismo do teto quase infinito.
De um branco tão branco que nele refletia o pior de si.
Era frágil como as flores em época de tempestades.
E mais uma vez refletia a imagem, voltava como algo pesado, afundando-a cada vez mais no colchão.
Tristeza tem gosto asco [pensava].
E os dias se perdiam no pornteiro do relógio.
É cansativo existir!
Até que as tardes se expandiam além do cubículo fechado.
E passou a ser bonito, do lado esquerdo da cama, ele esticar o braço, puxar a cortina e olhar um outro teto, a boca do céu gritando o dia azul amarelado lá fora.
Felicidade tem a cor que a gente dá.
dá o play na seta
De um branco tão branco que nele refletia o pior de si.
Era frágil como as flores em época de tempestades.
E mais uma vez refletia a imagem, voltava como algo pesado, afundando-a cada vez mais no colchão.
Tristeza tem gosto asco [pensava].
E os dias se perdiam no pornteiro do relógio.
É cansativo existir!
Até que as tardes se expandiam além do cubículo fechado.
E passou a ser bonito, do lado esquerdo da cama, ele esticar o braço, puxar a cortina e olhar um outro teto, a boca do céu gritando o dia azul amarelado lá fora.
Felicidade tem a cor que a gente dá.
dá o play na seta
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