"a banda mais bonita da cidade" é só mais uma prova de que, a informação exacerbada e massiva que as redes sociais oferecem é aniquiladora, destrutiva e inconveniente a ponto de reduzir tudo ao pó. A efemeridade nunca foi tão visível, quase posso ver através do monitor (como se fosse uma bola de cristal) o futuro da banda. Eu por exemplo, nunca vi um show “dA banda mais bonita da cidade” e já estou cansada de todo esse alarde. Os integrantes em algumas entrevistas comentaram a felicidade pela explosão e “sucesso” que estão tendo, mas cá entre nós, na rede é tudo tão previsível... E por mais bonitinho que seja, tudo em exagero cansa a gente! O que posso confessar é que de cara eu gostei do som! que de fato lembra outras tantas bandas, como a belo horizontina “Transmissor”, que tem musiquinhas lindas e agradáveis tanto quanto; mas talvez a alegria posta no clipe, a casa exótica e linda escolhida para cenário fez todo diferencial, só não me parece tão diferente de “O teatro mágico”, que com letras inteligentíssimas e figurino de palhaço, jogou as músicas na rede e conquistou um grande público. Nunca vou esquecer do primeiro show que vi do O teatro mágico, em São Paulo, de graça em pleno vale do anhangabau, onde todos curtiam as músicas com trocadilhos interessantes e a batidinha gostosa, até que o público foi aumentando, a faixa etária diminuindo e enfim, conquistaram o público mais jovem! Um marco para o deslize da carreira. Preciso dizer sobre o que o monitor me disse a respeito do futuro de “a banda mais bonita da cidade”? A dica que vale para esse mundo de compartilhamento e de “curtição” é que, até semana passada essa era sim uma grande novidade na rede, mas... Passou!
Recentemente tivemos aqui em casa 2 problemas com as garrafas da coca-cola, mais precisamente com as tampas. Um ocorreu em uma semana e o outro na posterior, com uma garrafa de 500ml e outra de 1,5L. As garrafas estavam impossíveis de abrir, após muitas tentativas e machucar as mãos, tentamos com um pano. Não deu! Até que decidi esquentar uma faca no fogão e tentar abrir abaixo do gargalo. Funcionou!
Mas óbvio que no caso da coca-cola de 1,5L não é tão interessante essa solução porque é preciso consumí-la de imediato, para que o gás não saia. Consequente a isso, eu e Tina escrevemos para a empresa notificando o caso e até fotografamos as garrafas para manter como registro. Hoje, uma semana após a notificação, um representante da coca-cola veio até minha casa trazendo um brinde, duas coca-colas de 1,5L e duas de 500ml, mais uma sacola ecológica reutilizável.
O rapaz pediu mil desculpas em nome da empresa e comunicou que caso aconteça novamente, o certo é guardar o refrigerante, notificar, que logo a empresa repõe. No nosso caso nós guardamos a garrafa cortada.
Quanto ao conselho do representante, o que eu posso fazer é assinar embaixo. Portanto, caso aconteça com mais alguém, não esqueça, o certo é notificar!
Dia 26 de março de 2011, acordei na madrugada com a pesada notícia, e o que fiz foi tentar deixar que as saudosas lembranças crescessem em mim e que me dessem uma pitada de alegria.
Nós da família Cavalcanti, da família Souza Bruzugu, da família jipeiros e amigos, fomos presenteados por ter tido o Dedé em nossas vidas. E aceitar esse descanso com o peito mais calmo, é sentir o cheiro gostoso de um acarajé e lembrar dele. É tomar um café da manhã no mercado. Contar uma estória engraçada. É pular livre em um açude gelado. Preparar um bom churrasco para os amigos e familiares. É se lambuzar de lama empurrado um carro atolado. Lembrar dele é tomar uma chuveirada gelada no quintal de casa. É molhar o pão numa sopa quentinha, É dormir sentado. Parar no fim da tarde pra assistir o jornal. Remendar os fios de um telefone pra distrair as angústias. É ouvir qualquer absurdo de um jeito bem calmo. É viajar de carro conhecendo cidades. É curtir Fortaleza, Bonito, Bolívia, Peru... Lembrar dele é segurar firme o volante de um jipe e subir montanhas, descer buracos. É aventurar-se!
Lembrar dele é também cantar bem alto “As velas do Mucuripe Vão sair para pescar Vão levar as minhas mágoas Pras águas fundas do mar”
É deixar que as velas levem as mágoas, as dores, a saudade e que todos os bons momentos sejam lembrados ou revividos com muita, mas muita alegria.
Vai Dedé, segura essa vela com a mesma firmeza que você segurava o volante de um jipe e vai ser feliz, que isso você sempre soube fazer.
"Em luta, meu ser se parte em dois. Um que foge, outro que aceita. O que aceita diz: não. Eu não quero pensar no que virá: quero pensar no que é. Agora. No que está sendo. Pensar no que ainda não veio é fugir, buscar apoio em coisas externas a mim, de cuja consistência não posso duvidar porque não a conheço. Pensar no que está sendo, ou antes, não, não pensar, mas enfrentar e penetrar no que está sendo é coragem. Pensar é ainda fuga: aprender subjetivamente a realidade de maneira a não assustar. Entrar nela significa viver".